O sul do Chile vive dias de tragĂ©dia com incĂȘndios florestais de grandes proporçÔes que jĂĄ causaram, pelo menos, dezasseis mortos, deslocação de mais de 50 mil pessoas e destruição de 250 infra-estruturas, entre sĂĄbado e domingo.
A situação levou o governo chileno a decretar, este domingo, um estado de emergĂȘncia nas zonas afectadas, uma medida que visa mobilizar todos os meios para responder Ă crise.
As chamas que estĂŁo a implantar dor, luto e lĂĄgrimas entre as vĂtimas, jĂĄ mataram 16 pessoas, no fim-de-semana, obrigaram Ă fuga de mais de cinquenta mil pessoas nas regiĂ”es afectadas no sul do Chile.
As autoridades apontam as temperaturas extremas, próximas dos 40 graus, e os ventos fortes como factores decisivos para a råpida propagação do fogo.
O governo afirma que estas condiçÔes tĂȘm dificultado o trabalho dos bombeiros e equipas de protecção civil nas regiĂ”es em causa, com cerca de 8.500 hectares de floresta e ĂĄreas habitadas.
Mais de 250 infra-estruturas foram consumidas pelas chamas e vårias localidades continuam ameaçadas, o que levou as autoridades a emitir ordens de evacuação preventiva para proteger a população.
O nĂșmero de vĂtimas mortais pode ainda aumentar nas prĂłximas horas, segundo as autoridades locais.
Nos Ășltimos anos, o Chile tem sido atingido por incĂȘndios florestais, sobretudo na regiĂŁo centro-sul, como a tragĂ©dia de Fevereiro de 2024, onde vĂĄrios incĂȘndios provocaram 138 mortos.
